11 de setembro de 2017

do que acreditar



As horas se entrelaçam
até o amanhecer depois das sombras.

Cores aéreas pressentem de sol as águas,
numa devolução do que acreditar. 

Uma implosão de sons no mar 
sucede o silêncio das plantas 
atlânticas.

Partícula foi a noite 
do silêncio todo em que me instalo.

Pacífica de amparo,
protocolo ampolas marítimas de ilhas,
no preclaro catálogo das águas. 

E me restauro. Devagar.  Mínima.

15 de junho de 2017

Mínimos Oratórios d'água para guardar hojes



XXXII - dos resílios -

E esta nova trajetória agora...
talvez seja uma pérola
pela parótida direita,
ou um alvéolo
por onde um peixe adentra
fora de hora,
em ritmo de mantra.

E se aporta, e se tranca
como se procurasse a porta
de sua própria casa
 marinha.

Sozinho é que se arrasta
fazendo ninho na foz do rosto.

E se cria sob a reza
de meus costumes.
Enraíza-se no ventre
do lóbulo superficial.

Com escamas em camadas
repetitivas.

Saliva. Jaula. Sal.

Glândula sideral:
desfaça a cela
da célula,

em alívios incisivos...
promova o desfecho,

o despejo desse peixe
para outros mares
mais amenos de mim,
e do sim que era não,
e do que era são
e se feriu.

Seja como resílio de rio,
cada lágrima em equilíbrio...
nas margens da catedral
em pálpebra. Agora.

8 de junho de 2017

Três poemas na Revista Totem & Pagu


https://totemepagu.wordpress.com/2017/06/07/onze-e-onze-2-poemas-por-patricia-claudine-hoffmann/


27 de maio de 2017

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Mínimos Oratórios d'Água



31- dos fiordes -

é campo vasto de paciência
e eu derivo
do cultivo desse desenho para dentro,
em desígnio inelegível
por decreto de descanso,

atrofio o músculo
cético do que já não escrevo
por extenso:

mastigo

e sigo a grafia dos retornos
com o tato sobre os espelhos
moídos de parâmetros.

avanço-me de silêncio
na circunferência nodular
em moldura de resistência.

desato contratos
com as mandíbulas subliminares.

contorno a areia retorcida
na calma discreta das falésias.

vagueio em toques, devoro
com as mãos destroncadas
de uma cegueira infalível,

a máscara abstrata sob o defeito
dos duelos prometidos
na fúria das desistências.

precisarei de incisões
atlânticas mais atentas
de ângulos e lágrimas.

engulo a esperança
porque estou apta
a transcendê-la.

adapto-a ao pêndulo da garganta,
às  glândulas das horas mais salivares,

quando salvarei
nos altares das súplicas
as poucas oferendas:

pequenos hipocampos deixados
nos fortes, nos fiordes da infância,
essa pátria sempre por se fazer.

- de onde hei de buscá-los
até nascer.

19 de abril de 2017

dos oratórios d'água...

Não, não é fácil converter a dor
nas curvaturas líquidas do que margeia.
Se havemos de dobrar também
os joelhos da incerteza
sobre a nossa própria areia.

Nessas quebras de sigilo
dos apelos,
do gelo pleno de flagelos
e 'anjos tortos' de outono.

Não é só de tristeza
o roer da palavra revezada
no fundo súbito do hábito.
Itinerante de fraqueza.

É também de lago e enredo.

A rima presa entre os dentes
logo cedo,
diante do que pressente.

É de se romper
ao menos um instante inteiro
da bagagem interior,
e seu granizo...
até chegar ao sorriso estrangeiro
de si mesmo.
Às certezas desossadas na viagem.

Para crer de novo na beleza
das azaleias... quando for hora da ancoragem.

Crer no zelo dos milagres
próprios da noite,
quando os poemas saem para rezar
na correnteza em flor.

E amanhecem!

Joseph Moncada

21 de março de 2017

Mínimos Oratórios d'Água para Guardar Hojes



Mar de Gibaltrar

XXVIII - do catálogo das águas -

Partícula é a noite
do silêncio todo em que me instalo.
Pacífica de amparo,
protocolo ampolas marítimas de ilhas,
no preclaro catálogo das águas.
E me restauro. Mínima.

Anônima de critérios mais amplos
para a expansão das orquídeas
líquidas... cardíacas. Salinas.

Insulinas lunares, de ex-cores e pétalas,
raiam nas penínsulas libertas, das artérias. Ibéricas.

Cápsulas de sonos, distâncias e mísseis.

Ouço em soluço, florais de Bach,
para ninar pequenos apocalipses.

Música molecular. Rememos!
Remúsculo do mar ao vento dos veleiros.

Nós tínhamos o dia inteiro
para o velório involuntário das horas.
- Nunca o fizemos. -

E os cavaleiros atlânticos...
já quânticos de espera,

pastoreiam
em específicos recifes de espelhos,
cifrados para sonho.

29 de janeiro de 2017

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"Repare que teus olhos hão de sair renascidos das travessias poéticas desse livro de Claudine.O poema é sempre um micro mapa para o desconhecido. O poema insinua ensinar a ir, sem dar pista de voltar. A leitura é o caminho e o lugar a que leva o poema. O poema sai de cena quando termina, para que o leitor caiba na justa medida cristalina de se perceber transmutado, feito uma transfusão sem antídoto, que o torna outro, diferente daquele que teria sido não fosse este livro em seu destino."

(Joel Ghelen -  Editora Letradágua )