20 de junho de 2016

Antes do Antes

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Não era mais noite nem dia... no que queria. Nem sono nem vigília. Muito menos sonho. Era a antissenha das não-horas que jamais fariam falta para o nada. Era o informulável de si mesmo, numa esfera localizada no depois de todas as vozes. Tinha vazios de conforto num porto sem lugar que não fosse a estranheza, longe da estupidez estonteantemente humana. Distante dos rejeitos das auras barulhentas. Era de se desembrulhar as ondas. Sob os desmandos do vento. Antes do antes

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