10 de fevereiro de 2016

Mínimos Oratórios d'Água para Guardar Hojes



7 - Dos recolhimentos da manhã

O que é do relento
está preservado na procura.

Escultura líquida. Onda.
Queria quará-la até a pérola,
no rastelar da areia que recobre
a orla. Primeira e última senda.

Oferenda que
prometi ao sumidouro:

uma lavoura de córregos
que prorrogasse o sol, o soro
espelhado ao longo da lagoa.

Há uma canoa vindo agora.
Abrindo labirintos
enquanto rogo,
com o suor no gesto do gerúndio ainda...

O rosto alagado de nascença.

Rogo pela criança que era múltipla
de crença e riso.
   
Não ouso mais duvidar da súplica
desde as enchentes principais,

quando mananciais dormiam no sótão:
melhor superfície da palavra frio
e outros extremos.

Mas é das alturas pluviais que renasce
a floração nos ermos.

- Para sabermos.

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