3 de fevereiro de 2016

Mínimos Oratórios d'Água para Guardar Hojes


VI - dos entremeios da noite

Sempre por essas horas
turvas nos olhos,
tenho cais.

Levo meus castiçais
até um pequeno lago
anterior.

E chovo.
Do interior de tudo.

Atada
é que entendo as mãos.

Ateio fogo às velas sobre a mágoa
na embarcação.

Trago todas as sequelas
para fora da infusão.

Rezo peixes e versos...
submersos do que mesmo são.

E eles respondem
desde o primeiro deserto:

 todo barco que soluça perto
 do coração da correnteza,
 se torna leve no dilúvio.

Luz no declive do alívio.
Inclusive.

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