1 de janeiro de 2016

Para o ano novo...



Os fins não justificam
os medos.

Então
que ao menos os anjos
cuidem das marés.

E o mar tenha a generosidade
de não agredir
a fuga.

Porque há uns barcos pequenos
no lado de dentro.

- que ninguém faça mais
nascer a fuga -

Que o ano novo traga
estoques de ajuda.

Estanque as correntezas
do ódio,
transborde odes
de paz e amizade.

Que a fé não seja o único lugar
seguro,
 mas traga algo além
do alento
 no escuro.

Restaure os terrenos, as luzes,
os risos, os rios, as casas,
os camicases arrependidos...

Que a nova fase
encontre oásis humanos.

E que este não seja só
 mais um poema só
 de fim de ano.

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