5 de agosto de 2015

Hora do Almoço



Adio os cortes
na arte.

Abato-me
se o dia se parte
ao meio.

Saio da fome
à procura 

de um novo
ensaio

para a vida.

Desmaio
 até nutrir-me
no próprio sopro 
do trabalho.

Exaurida.

Mas há uma fratura,
ou talho
 na fartura da fruteira
 sobre a mesa,

inteira;

Uma tristeza 
inesperada
nos poros,

nas peras,

e que me brota assim...
interna, 
aberta na paciência
quase bruta,

às vesperas
da salada

calada
de fruta.

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