1 de julho de 2015

Mínimos Oratórios D'água para Guardar Hojes



I - MANHÃ

O dia pede
levante.

Tenho quase
 quarenta perguntas
inflamadas
na garganta.

Correntes
de ar
transpiram o frio,
a fio.

Inclinam-me,
da neblina
à esquina
do acordar.

Enleio nas mãos
meu pequeno cachecol
 de conchas

e me calo

até a metade
do olhar.

Ajoelhar.
Tantas vezes
como faz o mar
no dobrar
de cada onda.

- Até que o céu
responda.

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