27 de agosto de 2014



Cavalo Azul com Arco-íris - Marc Franz

Há uma passagem no tempo
para onde a dor não nasceu.

Há uma escolta de flores
que faz lume no peito
e não fuzila
o zelo...
e não amedronta o elo,
feito martelo moído nas pontas
dos icebergs de Deus.

Há um caminho guardado
no fundo do que não finda;

Uma vinda, uma avenida ainda
 para o sonho
no desabar das sombras...

Um bar, um mar, os ombros
sem carregar
o mundo.

Há um amigo e há um cão
que depois de onze anos
não morrerão
 de eutanásia.

Há vidas e vidros
 no interior
do inquebrável toldo etéreo...
de tudo faminto.

E os labirintos lotados.