11 de dezembro de 2011

Nona Revelação

Do Livro de Isólithus


                                                                  Pintura: Claudio Aun

Teu coração na selva

duplica a morte.
Cada manhã é um animal a mais
para inundar-te a jaula.

Os ossos vasculhados de promessa

antecipam memórias.

Desiste o infarto do lado de fora
quando a procedência conclui
vasos de veludo
para revestimentos da aurora.

A lisura do espectro diverge
mas a visão deve desintegrar imagens
jejuadas de poesia.

Feito o zinabre extenso das facas
e suas coreografias guardadas...