26 de janeiro de 2011

A Escolha


Sempre fui dada a alçapões. Desde as fronteiras da infância eu atravessava precipícios sobre um velho e comprido tronco de árvore. Às vezes, olhava para baixo. Era sempre uma escolha entre o riacho de pedra e o outro lado: o lado final de onde os amigos da escola gritavam: “volta.Olha para frente e volta!”. Eu sabia que toda a dimensão do que estava lá embaixo, o riacho, as pedras, os peixes, jamais me perdoariam.