2 de novembro de 2011

DO LIVRO DE ISÓLITHUS

Oitava Revelação



Quis escrever andaimes mais sólidos a fim de aperfeiçoar nuvens.No entanto, meus medos encapuzados não dividiram a gravidade nem arredaram-me da nudez diante da queda.
Qualquer superfície agora é movediça.
Enquanto isso, obrigações diárias dissecam compartimentos restantes da vida, num suposto plano reencarnatório já sem pistas.
Acabei de chegar e não estou.
A cada dia tenho que esterelizar a mente, da estupidez - essa roedora-, das fraquezas praguejadas, dos falsos profetas da literatura, das promessas vigiadas de morte; E tenho que alimentar a fé com suprimentos já treinados.Para fins de evolução. Nunca sem culpa mesmo desmerecendo.
Traí todos os presságios antes que ocorressem mas não adivinhei meu pai.
Não.
Eu sequer salvei a chuva.

2 comentários:

  1. Parabéns pelo lindo trabalho Prefe Patrícia. Adorei!
    Elizabeth Brusch

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  2. Obrigada, Elizabeth...seu olhar é e será sempre bem quisto por aqui. Abração!

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