25 de março de 2011

do Livro de Isólithus

Pintura: Ferreira Pinto

(Segunda Revelação do Exílio)

Sonhei que havia um clã 
misterioso na aldeia, Isólithus.
Com ideias de causar furúnculos 
em delicadeza.
Sobre a mesa, alguns seres
costuravam vínculos 
imperfeitos:
vi os dedos trocados nas mãos
do tempo
que racionava os séculos
por não perdoar os dias.
E havia fatias de outros sonhos
à procura da fome ideal.
Num ritual sem nome 
festejavam-se de inveja
com palavras
tão desnutridas por dentro...

 

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